Tive o privilégio de ser um dos muitos companheiros de viagem de Georges Stobbaerts, podendo partilhar de muitas das suas experiências e usufruir das minhas próprias experiências sob a sua companhia.
O tempo não volta, perder companheiros de viagem que servem de guia, deixa um desnorteio e sensação de estar perdido. Mas sendo o destino conhecido de todos, e todos os caminhos a ele levam, o que importa é o de escolher o melhor percurso possível para que o coração chegue tranquilo.
Aquilo que perdura no tempo é o que toca os corações, a beleza das coisas, dos seres, do ser.
Nas memórias, destes momentos de partilha da viagem, revejo agora uma constante busca no despertar dessa vontade de criar a beleza. A beleza encontra-se fundamentalmente no que é puro, e o puro é o que vai directo ao coração. Era dessa forma que ele, Georges Stobbaerts, chegava aos seus amigos de viagem. Será dessa forma que será lembrado por muitos.
Não há despedidas pois ele permanece no coração de tudo e todos ...
