1. Atitude do corpo.
2. Composição para dar mais realce ao rosto; arrebique.
3. [Antigo] Expressão da fisionomia.
4. Ordem dimanada das câmaras municipais.
5. Quantidade de ovos que as galinhas põem durante um certo número de dias consecutivos ou interpolados.
Mas os significados atribuídos no dicionário ao termo "postura" são redutores em relação ao que se pode entender. Em português a expressão "ter uma boa postura perante uma situação", não significa apenas ter uma atitude do corpo correcta. Implica que a postura interior, a intenção, atenção, sensibilidade sejam correctas, boas. O mesmo se aplica à palavra "atitude". Não é que os termos Japoneses por vezes sejam mais ricos, é que nós por vezes reduzimos o valor e riqueza dos nossos, na tentativa de dissecar e estruturar com a pressuposta atitude cientifica.
Manter a atitude ou postura justa perante todas as situações que se nos colocam é algo que todo o "budoka" almeja. Primeiro devemos reflectir sobre o que achamos ser justo. Cada um terá certamente a sua opinião e o seu conceito de justo, de acordo com a sua cultura, envolvente social, ética. A justiça é um conceito que é referido desde a Grécia antiga, faz parte dos pilares da sociedade e não é nem nunca foi um conceito entendido por todos da mesma forma. Platão, por exemplo, apresenta o conceito de Justiça como "Justiça é Harmonia" ...
O termo latino iustus é traduzido em inglês com "upright, just"; os conceito de justo está tão intimamente ligado à postura como o de postura à de justo.
Se ligarmos estes dois podemos então concluir que uma postura justa é Harmoniosa?
No Aikido ... ou Budo
Na prática do Aikido, no seu trabalho diário deve-se fazer atenção constante a esta intenção de obter o Shisei justo a cada situação.
No Aikido ... ou Budo
Na prática do Aikido, no seu trabalho diário deve-se fazer atenção constante a esta intenção de obter o Shisei justo a cada situação.
Podemos talvez analisar alguns principios básicos do Aikido e com eles estudar o Shisei:
No Aikido, frequentemente trabalhamos o desequilibro / projecção do parceiro. Devemos, nesse caso, nos preocupar sempre em manter o equilíbrio dentro da execução do movimento. Não pretendemos desequilibrar o parceiro a "qualquer preço". Queremos levar o nosso parceiro a uma determinada situação, mas sem nos desviarmos da nossa "postura", sem perder a nossa "atitude".
Da mesma forma, no Aikido, perante um movimento de ataque aparentemente mais "agressivo" ou "directo" (shomen uchi, tsuki) que nos possa "incomodar" mais devemos trabalhar para o encarar de forma serena e confiante. Qual será a forma de manter o nosso shisei ? Teremos que trabalhar sem desanimo para poder enfrentar esses nossos medos e conseguir perante essa situação ter a atitude e postura que temos perante um ataque com o qual à partida estamos mais à vontade.
Usar a técnica a favor do Shisei.
Outra noção que trabalhamos sem descanso é o entrar "para o meio da confusão". Ir para o centro do furacão e ordenar e pacificar a acção...
Para conseguir realizar esta tarefa, de difícil execução, temos que avançar com a postura correcta e mantê-la durante todo o tempo, sem ceder a aparentes facilidades de ir para a periferia.
Repetir este gesto (de ir para o centro) forjará nossa postura e atitude na direcção pretendida, mas, como toda a obra de arte, levará tempo a ser conseguida.
Não nos podemos esquecer do objectivo com que entramos no centro da acção, ordenar, orientar, pacificar, e não expulsar ou destruir ...
Finalmente, o "outro", o nosso shisei perante o "outro".
Outra noção que trabalhamos sem descanso é o entrar "para o meio da confusão". Ir para o centro do furacão e ordenar e pacificar a acção...
Para conseguir realizar esta tarefa, de difícil execução, temos que avançar com a postura correcta e mantê-la durante todo o tempo, sem ceder a aparentes facilidades de ir para a periferia.
Repetir este gesto (de ir para o centro) forjará nossa postura e atitude na direcção pretendida, mas, como toda a obra de arte, levará tempo a ser conseguida.
Não nos podemos esquecer do objectivo com que entramos no centro da acção, ordenar, orientar, pacificar, e não expulsar ou destruir ...
Finalmente, o "outro", o nosso shisei perante o "outro".
Encarar o "outro" (o parceiro) com algo externo a nós, levar-nos-á certamente e uma atitude menos justa. É preciso trabalhar no sentido de conseguir estar tão atento ao nosso parceiro como conseguimos estar em relação a nós; sentir o parceiro com se ele fosse nós.
Nesta direcção de prática, tornaremos-nos um com ele e o movimento tornar-se-á sempre justo. Nós só tropeçamos quando nos distraímos, perdemos a atenção ao que o nosso corpo nos indica. Não será então que se conseguirmos sentir o nosso parceiro como nos sentimos a nós, com a mesma atenção, vigilância, resposta a alertas, a nossa acção com ele se fará sem oposição, sem conflito?
